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O que é e como se faz Geomarketing

Especialistas explicam a importância do conceito para o lançamento de produtos, serviços e pontos-de-venda. Pão de Açúcar é caso de sucesso

Fazer um trabalho de segmentação de mercado pode parecer princípio fundamental para o lançamento de um produto, serviço ou ponto-de-venda. Mas, apesar da importância de um estudo aprofundado a respeito de cada região, ainda são poucas as empresas que utilizam o conceito de Geomarketing no Brasil. Um exemplo da boa aplicação do estudo de gestão de conhecimento de mercado vem do Grupo Pão de Açúcar. A empresa utiliza bandeiras diferentes para atuar de acordo com cada região em que está presente.

Atualmente, o varejo é um dos principais segmentos a empregar o conceito em suas estratégias. Setores que também se destacam são os de telecomunicações, financeiro, imobiliário e turismo. Mas, de forma geral, todos podem se beneficiar do Geomarketing, também conhecido como Georeferenciamento. Empresas de consumo massivo como Nestlé e Coca-Cola encontram no conceito uma forma de saber em que varejo se associar e onde o produto tem maior penetração. O estudo pode ser aplicado na produção, na estratégia de relacionamento, na abertura de lojas, na parceria com grandes marcas e até como forma de medir o retorno das ações de Marketing.

No caso do Pão de Açúcar, o Grupo é direcionado para o consumidor que busca qualidade, atendimento diferenciado, além de soluções eficientes e inovadoras. Por outro lado, a bandeira Compre Bem/Sendas identifica-se com a mulher batalhadora, de orçamento restrito, que gerencia o lar. Já o Hipermercado Extra oferece variedade a preços competitivos, enquanto o Extra-Eletro é especializado em eletroeletrônicos, móveis e itens de bazar. O Extra-Fácil e o Extra-Perto são supermercados de fácil acesso para atender bairros específicos e o Assai foca tanto varejistas, quanto atacadistas, o famoso atacarejo.

O conceito é uma forma de segmentar geograficamente, encontrando perfis específicos de consumidores em determinadas regiões com diferenças comportamentais, culturais, sócio-econômicas, religiosas, entre outras. “O Geomarketing é a divisão geográfica das estratégias de Marketing. É segmentar e desdobrar relacionamento, preço, produto e promoção a partir de reconhecimento geográfico para saber qual é a melhor região onde atuar”, explica Martin Gutierrez, Diretor Geral da Intrabase, em entrevista ao Mundo do Marketing.

É necessário contextualizar para que haja diferenciação

Para Sueli Daffre (foto), sócia-diretora e fundadora da SD&W, empresa que atua no desenvolvimento de modelos estatísticos, o Geomarketing é essencial para que a companhia enxergue o seu público-alvo. “É necessário contextualizar os consumidores para se diferenciar no mercado. Saber onde eles estão, qual a taxa de desenvolvimento urbano da cidade, quais são suas necessidades”, aponta a especialista.

Além de aprofundar o conhecimento a respeito dos clientes, o Geomarketing também é uma poderosa ferramenta para o reconhecimento de prospects. “O histórico contém informações de um cliente que já está na carteira da empresa. O estudo de segmentação permite também que sejam encontrados futuros consumidores”, diz Gabriel Capra, Diretor Operacional da Intrabase, em entrevista ao site.

Para aplicar o conceito é necessário unir informações à divisão geográfica. “O grande diferencial é relacionar as informações públicas com o mapeamento”, conta Capra. No Brasil, o processo torna-se mais fácil a partir do momento em que o país é bem dividido geograficamente em estado, município, bairro, rua e CEP. Diferente do que acontece em Angola, por exemplo, país em que a Intrabase realiza um projeto para a rede de supermercados do Governo, Nosso Super.

Bom mapeamento e informações para segmentar

Lá, a agência utiliza o ponto-de-venda para segmentar. “Aplicar Geomarketing em Angola é criar informações a partir de lojas, pesquisas, comportamento de compra e preço, pois o país tem poucas regiões definidas geograficamente, como ruas e números”, informa Gutierrez, da Intrabase.

Por isso, os especialistas destacam o potencial do Brasil para a aplicação do Geomarketing. Para Gabriel Capra, a qualidade e o volume das informações são importantes para tomar decisões mais precisas, assim como os mapas e as informações de pesquisas de comportamento, orçamento familiar, censo de domicílios e grupo de CEPs. A partir daí, é possível estabelecer microregiões e determinar sua capacidade de consumo.

As pesquisas realizadas pela Intrabase somadas às informações públicas e ao mapeamento deram origem a 10 segmentos que vão desde “elite” até “sobreviventes”, cada um com uma característica de compra e comportamento diferenciada. Na SD&W, os estudos resultaram em 13 segmentos de municípios: São Paulo, Rio de Janeiro, Metrópoles Desenvolvidas, Centros Urbanos, Pólos Industriais, Núcleos Regionais, Pólos Turísticos, Movimento Iminente, Pólos de Agroindústria, Rural Desenvolvido, Núcleos Agropecuários, Em Busca de Oportunidades e Carente de Recursos.

Rio de Janeiro e São Paulo influenciam a vida urbana brasileira

O estudo de segmentação reúne 2.500 informações de cada um dos 5.564 municípios brasileiros. Entre elas estão dados como Produto Interno Bruto (PIB), número de habitantes, indicadores de consumo, frota de veículos, composição domiciliar, padrão de vida, poder aquisitivo, estrutura urbana, atividades industriais e agropecuárias, estrutura de turismo e patrimônio.

São Paulo e Rio de Janeiro possuem características tão diferentes em relação aos outros municípios que são entendidos separadamente. A vida urbana brasileira é impactada pelo que ocorre nestas duas cidades. Já as metrópoles desenvolvidas são em sua maioria capitais de maior expressão em termos de produção e consumo, em forte crescimento e com boa infra-estrutura, mas que possuem os desequilíbrios decorrentes da modernidade, como congestionamento, verticalização, degradação ambiental, favelização, violência urbana e distritalização.

Os centros urbanos são cidades com razoável desenvolvimento autônomo e características de evolução e dinamismo urbano. São metrópoles médias, com todos os problemas da modernidade, onde prevalece o setor de serviços suprindo as suas necessidades e as da região sobre a qual exerce influência. Os pólos industriais são regiões que tiveram seu desenvolvimento concentrado em uma ou duas indústrias de grande porte, enquanto os núcleos regionais são cidades com forte atividade nas áreas de serviços, comércio e intermediação financeira, mas que tiveram seu crescimento calcado na exploração de atividades agropecuárias.

Agricultura e industrialização lado a lado

Os pólos turísticos são um segmento alto explicativo, por outro lado, as cidades que participam do grupo chamado de “movimento iminente” têm uma satisfatória infra-estrutura urbana, que tiveram o início de seu desenvolvimento na produção agropecuária e passaram por profunda transformação local, com o processo de industrialização.

Os pólos de agroindústria são municípios que crescem a altas taxas devido ao aprimoramento da agricultura e do fenômeno da industrialização dos produtos agropecuários. O rural desenvolvido são cidades que vivem de culturas agrícolas com métodos modernos e altamente mecanizados, onde o crescimento é planejado. A população desfruta de bom padrão de vida e infra-estrutura de consumo, sem a necessidade de se aproximar da imagem dos grandes centros metropolitanos.

Os núcleos agropecuários são municípios menores com missão mais rural, onde convivem desde a pequena lavoura até a atividade agropecuária mais estruturada. As cidades denominadas “em busca de oportunidades” formam a parte rural do Brasil, fortemente concentrada em pequenos municípios do Centro-Oeste. As áreas carentes de recursos são cidades onde se encontra o Brasil mais pobre e atrasado. São bolsões de pobreza dependentes de benefícios de assistência social.

Encontrando mercados que tenham afinidade com o produto

Entender cada segmentação serve como ponto de partida para o lançamento e desenvolvimento de produtos. “Quase tudo aplica o Geomarketing. Não adianta comprar uma base de mercado que não tem informações. Antes de qualquer coisa é necessário segmentar geograficamente a base encontrando prospects de acordo com perfis sócio-comportamentais que tenham mais a ver com o produto”, avalia Gabriel Capra, da Intrabase.

Descobrir qual região é mais adequada para o “teste” de determinado produto, serviço ou ponto-de-venda varia de acordo com o objetivo de cada empresa. Ao contrário do que muitos pensam, não é possível estabelecer uma cidade-teste. Apesar de municípios como Cutiriba, por exemplo, serem associados a testes é necessário selecionar cidades que tenham a ver com a estratégia.

Os mais indicados são lugares que consumam e representem o máximo possível o público-alvo que a companhia deseja atingir. “É importante encontrar um mercado a partir de dados que destaquem o potencial de cada região para o produto”, pondera Sueli Daffra, da SD&W. A função do Geomarketing é descobrir cidades que sejam representativas para o negócio.

Fonte: Mundo do Marketing, publicado originalmente em 04/12/2009 por Sylvia de Sá (sylvia@mundodomarketing.com.br)

Saiba como e onde distribuir seus flyers

Flyers, panfletos e folhetos são uma forma abrangente e tradicional de fazer publicidade. São utilizados com bastante frequência em ações promocionais, apresentação institucional, divulgação e lançamento de produtos e serviços.

Por ser um material acessível e bem aceito pelo público em geral, empresas de todos os portes podem fazer uso deste impresso e potencializar suas ações que, embora simples, pode ser focado para um público específico ou em distribuição em massa.

Para que a distribuição dos impressos traga bons resultados, é preciso fazê-la com base em uma sólida estratégia, gerando maior resultado.

Para tal, é preciso entender:

– Onde está o seu público
– Quais são os seus hábitos no dia-a-dia
– O que é interessante para eles

Onde distribuir os flyers

O local ideal para a distribuição do seu flyer é aquele que responde as três perguntas acima. Mas, se você ainda tem dúvidas, confira essas dicas:

– Estabelecimentos parceirossão ótimas opções, pois os clientes estão mais suscetíveis a absorver sua comunicação, já que confiam no estabelecimento. Uma forma elegante de aproveitar a parceria é deixar alguns impressos do seu parceiro no seu estabelecimento;

– Se o seu negócio tem como foco o consumidor final, como as pizzarias, entregar os flyers em portarias de prédios é uma opção. Ofereça algum brinde ou desconto para o zelador ou porteiro e garanta que seu material será entregue com atenção e para todos os moradores;

– Para divulgar feiras, eventos e workshops, prefira distribuir em locais de maior aglomeração, como o centro da cidade. Já no local do evento, parcerias com a organizadora são excelentes opções. Se não for possível, explore a entrada ou áreas de acesso;

– Escolha locais que permitem fácil acesso ao seu estabelecimento;

– Evite fazer a distribuição em horários de pico da cidade, pois neste período as pessoas estão com mais pressa e prestarão menos atenção a sua comunicação;

Como distribuir os flyers

Distribuir impressos é uma forma de manter contato com o seu público e conhecer um pouco mais sobre seu comportamento. Como não é possível passar grande parte do tempo fazendo este trabalho pessoalmente, contrate pessoas de confiança ou, sempre que possível, empresas especializadas.

– Se você vai contratar terceiros para fazer a distribuição, certifique-se de que essas pessoas estão se comportando de forma adequada, de acordo com a personalidade da sua empresa.

– Mesmo para distribuição em massa, oriente sua equipe a selecionar o público, de acordo com a sua estratégia.

– Incentive a simpatia, boa educação e apresentação na distribuição de seus flyers.

– Atente-se para a distribuição de impressos em ruas e faróis. Consulte a legislação para que você não corra riscos desnecessários e prejudique a imagem do seu negócio.

Siga essas dicas e confira os incríveis resultados que a distribuição desses impressos podem lhe oferecer.

E lembre-se de que a comunicação, por mais simples que seja, deve ter uma imagem profissional e de confiança. A qualidade da impressão e do papel também devem ter a qualidade necessária para que seu público sinta-se atraída e chame a atenção.

Fonte: Printi, publicado originalmente em 08 de janeiro de 2015

Para 84% dos consumidores, economia do país continua crítica, revelam CNDL/SPC Brasil

Indicador de Confiança marca 41,0 pontos no mês de julho. Desemprego elevado, aumento dos preços e alta dos juros são os principais fatores apontados

Ainda sem recuperar as perdas ocasionadas pela crise, a maioria dos consumidores brasileiros avalia que a economia vai mal. É o que mostra o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Na sondagem de julho, 84% dos consumidores disseram que o cenário atual se mantém ruim ou muito ruim. Desse universo, 73% atribuem como principal razão o elevado índice de desemprego no país. Também pesa a percepção de que os preços vêm aumentando (59%), as taxas de juros seguem em alta (39%) e o dólar está mais caro (26%). Além dos que consideram o quadro ruim, 13% acham que é regular e apenas 2% acreditam que esteja bom.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o ambiente econômico em lenta recuperação tem afetado a confiança das pessoas, com impacto na retomada do consumo. “O achatamento da renda e o desemprego mostra que, no dia a dia do consumidor, pouca coisa evoluiu com relação ao período mais agudo da crise. A recuperação da confiança requer uma retomada mais vigorosa da economia, que aqueça o mercado de trabalho, mas isso não deve ser visto no horizonte dos próximos meses”, analisa a economista.

Fonte: SPC Brasil em APAS – Associação Paulista de Supermercados, publicado em 17 de agosto de 2018

Páscoa: expectativa é que os consumidores comprem mais produtos neste ano

O coelhinho da Páscoa deverá passar na casa de mais famílias neste ano. A APAS acredita que, com a retomada do crescimento da economia e maior confiança nas perspectivas futuras, os consumidores devem voltar a procurar produtos tradicionais desta data nos supermercados.

“Na Páscoa de 2017, o Brasil vivia uma das piores crises de desemprego da história, com quase 14 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Com isso, o consumidor estava mais contido para gastar. Hoje, o desemprego diminuiu, a confiança na economia está cada vez maior e o consumidor mais propenso a comprar produtos que havia tirado da lista”, explicou Thiago Berka, economista da APAS, que projeta aumento das vendas gerais nos supermercados em um patamar de 4% na Páscoa, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Totalmente sazonais, os ovos de Páscoa deverão ter crescimento nas vendas na ordem de 4% a 5%. Já quanto aos preços, o aumento deve girar em torno de 3% em relação a 2017. Outros dois produtos bastante consumidos no período da quaresma, que antecede a Páscoa, são os pescados e os ovos de galinha. Em relação aos pescados, a APAS estima um crescimento das vendas entre 2% e 4%. Já para os ovos de galinha, os preços atingem normalmente os melhores resultados neste período, devido à alta demanda, por isso a estimativa é de crescimento de 6% a 8% nas vendas.

Preços dos chocolates

Também muito utilizados como presentes de Páscoa, os chocolates estarão com preços mais contidos em 2018. A expectativa é de crescimento de 3% em relação à Páscoa do ano passado. Os doces em geral, no acumulado de 2017, apresentaram deflação de -0,84%.

“Os motivos desta menor expectativa de preços estão no dólar estável, os contratos e salários indexados pela inflação oficial (IPCA) com a base menor do ano, e dos preços de matérias-primas ainda sendo influenciados pela supersafra de 2017”, comentou Berka.

Estratégias de vendas

Logo após o Carnaval, os supermercados começam a preparar as lojas para receber os produtos de Páscoa e desenvolvem estratégias de Marketing para atrair os consumidores.

De acordo com a APAS, as ações mais realizadas por cerca de 70% dos supermercadistas são a mudança de layout da loja (gôndolas, ilhas, parreira de ovos, decorações especiais, entre outras), degustações no ponto de venda, descontos e ofertas especiais em produtos típicos da data.

Em menores proporções estão ações como promoções mais-por-menos e interatividade com as crianças.

Fonte: APAS – Associação Paulista de Supermercados, publicado originalmente em 27 de fevereiro de 2018

Aprenda como fazer estratégias certeiras com o Geomarketing!

Reproduzimos abaixo um post da redatora freelancer da Rock Content Camila Casarotto, publicado originalmente em 12/12/2016.

“Diga-me onde andas e te direi quem és!”
É com esse ditado – sim, levemente alterado em relação ao original – que começamos este post sobre geomarketing. Você sabe o que é isso?
Atualmente, as marcas usam uma informação valiosa para segmentar seus públicos, compreender o consumidor e melhorar suas campanhas de Marketing: a localização das pessoas.
Por meio do seu endereço IP ou do GPS ativado no celular, você oferece dados valiosos para as empresas sobre o seu perfil, seus comportamentos e interesses a todo o momento.
Por exemplo, se você esteve em diversos pubs no último mês, podemos entender que você provavelmente gosta de sair à noite com os amigos, certo?
Por isso, a frase inicial desse texto faz sentido no contexto do geomarketing: diga às marcas por onde você anda, e elas saberão quem você é!
Acompanhe nosso post para entender melhor esse conceito e como ele pode ser útil para as suas estratégias de marketing!

O que é geomarketing?

Geomarketing não é uma campanha, não é uma ferramenta, não é um canal.
Inicialmente, o conceito foi usado para descrever a estratégia das empresas de analisar as características do público de uma região para determinar a localização de uma nova loja física, as áreas mais promissoras em vendas ou a linha de atuação em cada local.
Porém, atualmente o conceito se ampliou, especialmente com o crescimento do marketing digital e do uso de smartphones, que acompanham a mobilidade das pessoas.
Hoje, geomarketing consiste em qualquer estratégia de marketing que englobe inteligência sobre localização para otimizar campanhas e alcançar o consumidor no local certo e na hora certa.
Portanto, para que estratégias de geomarketing funcionem, elas precisam do apoio do big data. Afinal, dados sobre localização dos usuários são a sua matéria-prima.

Por que geomarketing é importante?

Existe um aparelho, que vive grudado nas pessoas, que muita gente usa e que pode revelar a sua localização a qualquer momento. Adivinhou qual é? O celular!
Com um smartphone por perto e o GPS ativado, as marcas têm uma informação valiosa sobre você: a sua localização atual ou os lugares visitados recentemente.
Além disso, você pode não perceber, mas informa a todo o momento informações locais. Por exemplo, quando você faz check-in pelo Facebook em um restaurante, ou quando publica uma foto no Instagram e marca que estava em um parque.
Todas essas informações podem ser usadas pelas marcas em suas estratégias de marketing. Afinal, você fornece dados valiosos sobre o seu perfil e seus interesses, como dissemos no início do post.
Dessa forma, o geomarketing é uma maneira de otimizar suas campanhas, para que o conteúdo entregue em anúncios, mensagens, notificações, e-mails ou posts se torne mais relevante e preciso para o público.

Como usar o geomarketing

Com a evolução da tecnologia, as possibilidades do geomarketing estão aumentando, assim como os seus usos, que estão se tornando cada vez mais úteis e eficientes para as empresas.
Conheça algumas estratégias que os negócios estão usando para alcançar mais resultados:

Geotargeting

Provavelmente, a maneira mais conhecida de utilizar o geomarketing atualmente é o geotargeting, que é a estratégia de segmentar públicos de acordo com sua localização.
Assim, uma campanha pode ser segmentada de acordo com o país onde as pessoas moram, a cidade onde nasceram ou o bairro onde trabalham – desde que esses dados atendam aos objetivos da estratégia.
Por exemplo, se você tem uma gráfica na cidade de Curitiba, por que anunciaria para os moradores do Rio de Janeiro? O geomarketing permite filtrar apenas o público que interessa, oferecer conteúdos adequados a ele e trazer melhores resultados para suas campanhas.

Como fazer?

Critérios de segmentação geográfica são oferecidos na maioria das plataformas de mídia paga da web, como Google Adwords e Facebook Ads, que coletam os dados a partir do endereço IP dos usuários.
Você pode selecionar os locais desejados por país, região, estado e cidade. Em alguns casos, a plataforma oferece também opções de segmentação por CEP, bairro e raio de distância, além da estimativa de alcance para cada seleção.

Site personalizado

Talvez você já tenha acessado uma página e recebido uma notificação como essa: “esse site deseja saber a sua localização”. Mas por que ele quer saber isso?
Simples: para oferecer conteúdos personalizados a você, de acordo com a sua localização no momento. Portanto, esse também é um exemplo de uso do geotargeting.
Por exemplo, se você está na Espanha visitando um site do Brasil, pode ser que ele tenha uma versão do conteúdo em espanhol para mostrar.
Outros exemplos: se o site identifica que você mora no Rio de Janeiro, ele pode apresentar apenas anúncios de lojas da sua cidade. Em sites de e-commerce, a apresentação dos produtos também pode ser personalizada assim.

Como fazer?

Para o usuário, compartilhar sua localização com um site é opcional. Ele pode declinar a solicitação da notificação ou ainda configurar o navegador para que nunca permita o compartilhamento.
Então, saiba que essa informação nunca é garantida e, ainda, que a posição geográfica do usuário é estimada, não exata.
Para que ele decida se quer compartilhar sua localização, você deve sempre enviar uma notificação como a que citamos.
Para isso, é preciso ter um conhecimento mais avançado sobre programação. Você deve usar uma API de Geolocalização no código, para o navegador identificar sua solicitação e acionar a notificação para o usuário.

Geofencing

Esta estratégia consiste em oferecer conteúdo em tempo real de acordo com a movimentação do usuário, captada pelo GPS.
Assim, quando o dispositivo entra em uma área determinada pela empresa, a pessoa recebe um conteúdo por meio de uma notificação no celular, ou um e-mail, ou um SMS.
Quem está usando bastante essa estratégia é o Google. Usuários do sistema Android recebem informações sobre o trânsito em suas proximidades ou sobre o restaurante que estão visitando naquele exato momento.
Para negócios locais, essa é uma maneira eficiente de atrair novos clientes. Por exemplo, ao identificar que um consumidor está passando perto da sua loja, o comerciante pode disparar uma notificação com um cupom de desconto e incentivar que ele entre no estabelecimento.

Como fazer?

Para que o usuário receba seu conteúdo, você precisa primeiramente oferecer um aplicativo da sua marca. Então, ele deve baixar e autorizar o compartilhamento da sua localização e o recebimento de notificações e comunicações.
No desenvolvimento do seu aplicativo, você demarcará a área geográfica desejada e definir a mensagem que será enviada. Use a criatividade para despertar a atenção dos consumidores!

Check-ins

Nas redes sociais, existem diferentes recursos para usar o geomarketing, com o objetivo de engajar os consumidores, especialmente em negócios locais.
O recurso de check-in é um dos principais exemplos. Quando um usuário realiza check-in dentro do seu estabelecimento, você pode oferecer uma oferta, um desconto, um produto exclusivo, um brinde etc.
Essa estratégia se popularizou com os check-ins do Foursquare. Hoje, uma ideia bastante usada por restaurantes é oferecer acesso gratuito à internet mediante o check-in no local pelo Facebook.

Como fazer?

O check-in é uma ação do usuário, não da marca. Então, você pode apenas incentivar e facilitar esse trabalho para ele.
Para isso, crie uma página no Facebook na categoria Negócios Locais, com informações completas e corretas sobre seu endereço.
Assim, o aplicativo da rede social consegue identificar facilmente o usuário que está no seu estabelecimento e oferece a ele a opção de check-in.
No caso do Wi-Fi gratuito a partir do check-in, a configuração é feita no roteador. Veja as orientações do Facebook.

Geotagging

Geotagging é a marcação da localização do usuário em uma publicação. É comum que as pessoas usem esse recurso no Facebook e no Instagram, quando estão em um evento, em um estabelecimento ou fazendo turismo em outra cidade, por exemplo.
Assim, as publicações agregam mais informações sobre o local do usuário, e permitem que as pessoas descubram novos negócios através da experiência da sua rede de contatos.
Já para os negócios, o principal benefício é a divulgação espontânea da sua marca. Além disso, as publicações servem também como um feedback para o negócio, já que as pessoas relatam suas percepções sobre o estabelecimento.

Como fazer?

Assim como o recurso de check-in, geotagging também é uma ação que parte do usuário. Você pode apenas incentivar as marcações, criando ofertas e promoções para quem realizar a ação, e facilitar a identificação da sua localização.
Para isso, vale a dica que demos acima: crie uma página na categoria Negócios Locais e preencha corretamente o seu endereço.
No caso de eventos, o Facebook oferece automaticamente a opção de check-in para quem confirmou presença ou interesse.

Geofiltros

Outro exemplo de geomarketing nas redes sociais são os geofiltros, introduzidos pelo Snapchat. A possibilidade de inserir filtros em fotos e vídeos é uma das marcas dessa rede social.
No caso dos geofiltros, eles são disponibilizados ao identificar a localização do usuário pelo GPS. O nome da cidade e, algumas vezes, do bairro em que a pessoa está são carregados automaticamente.
Mas o mais interessante é que os próprios negócios podem criar geofiltros, com a identidade da sua marca, para quando os usuários estiverem no seu estabelecimento ou no seu evento.

Como fazer?

Em agosto de 2016, o Snapchat liberou a ferramenta de filtros sob demanda no Brasil. Assim, qualquer negócio pode criar e publicar seus filtros, sob a aprovação da rede. O valor mínimo para criar um geofiltro é de 5 dólares, que cobre uma área de 19 mil m² durante 1 hora.

Conclusão

Tempos atrás, a preocupação das empresas era voltada apenas para a localização do seu negócio.
Hoje, independentemente se você está bem localizado ou não, é preciso mirar o foco na localização do consumidor, para criar estratégias relevantes, criativas e eficientes.
Assim, a tecnologia baseada em localização abre um mundo de possibilidades para os profissionais de marketing.
Agora, já que estamos falando tanto na mobilidade do usuário, veja o nosso artigo completo sobre Mobile Marketing e sua importância nas estratégias de marketing digital!

fonte: marketingdeconteúdo